A cadeia produtiva do carvão vegetal vem sendo reformulada a partir da adoção de práticas de manejo florestal sustentável e do uso de tecnologias modernas de carbonização que reduzem emissões atmosféricas e aumentam o rendimento energético do produto final. Projetos-piloto têm implementado a colheita seletiva de espécies florestais com base em inventários arbóreos e rotatividade dos talhões, assegurando a regeneração natural e a conservação da biodiversidade.
No processo de carbonização, fornos retangulares de alvenaria com controle térmico têm substituído estruturas rudimentares, permitindo que a queima controlada reduza em até 80% a liberação de gases poluentes e aumente a eficiência na conversão da biomassa lenhosa. A biomassa utilizada provém prioritariamente de reflorestamentos dedicados ou resíduos do processamento de madeira.
“As tecnologias aplicadas atendem às exigências ambientais e agregam valor ao carvão produzido, ao mesmo tempo em que garantem a rastreabilidade e o cumprimento dos planos de manejo autorizados,” afirma um engenheiro florestal vinculado ao projeto da Reform Reflorestamento.
Essa abordagem fortalece a cadeia produtiva ao conciliar geração de renda, uso racional dos recursos florestais e redução dos impactos ambientais, posicionando o carvão vegetal como uma matriz energética renovável e de baixo carbono quando manejado de forma responsável.



